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Publicada em 05/01/2009

Considerado um material ecológico, o bambu vem conquistando espaço na

Considerado um material ecológico, o bambu vem conquistando espaço na indústria, assim como o interesse do consumidor
O Designer Paulo Cardoso pesquisa o bambú desde 2000 e fala sobre as possibilidades de trabalho com este material.

Bambu
Considerado a planta de crescimento mais rápido do planeta e também um dos materiais mais resistentes para a construção, com força de tensão 20% superior a do ferro, é possível encontrá-lo nos países tropicais e até construir uma casa inteira estruturada com ele. Compensados feitos a partir desta matéria-prima podem ser utilizados em paredes e pisos como revestimentos, devido ao seu alto rendimento e aproveitamento. Além disso, sua industrialização pode resultar em grande impacto na economia, no meio ambiente e na produção das indústrias, sobretudo no setor moveleiro. Essas são características do bambu, aponta o designer Paulo Cardoso, de Florianópolis (SC), pesquisador desta matéria-prima desde o ano 2000.

Segundo Cardoso, das mais de 1,1 mil espécies de bambu catalogadas no mundo, aproximadamente 400 delas podem ser encontradas no Brasil. Cento e oitenta delas tem aplicação comercial e industrial, mas tradicionalmente utilizam-se somente de quatro a cinco espécies pela abundância e facilidade de produção, explica o designer.

Na opinião do pesquisador, o bambu, além de não causar malefícios ao meio ambiente, traz vantagens para o setor moveleiro e também para a economia.

Na China, pelas condições climáticas, o bambu pode ser colhido em cinco anos. Para se obter um metro cúbico de matéria-prima, são necessárias de 130 a 150 varas de bambu. No Brasil se consegue o mesmo com a metade do material e também do tempo. Um hectare pode produzir em torno de 300 metros cúbicos de bambu ao ano, argumenta.

O designer complementa que, para a geração de madeira, são necessários grandes investimentos em terras, florestas, equipamentos pesados e galpões, entre outros. Já no caso do bambu, até uma pequena comunidade pode produzir, vender e se manter com o uso desta matéria-prima. “Na China, por exemplo, são as indústrias de fundo de quintal que movimentam a produção do bambu”.

Indústrias de móveis

Para o setor moveleiro as vantagens no uso do bambu são ainda maiores, defende o designer. Painéis, blocos, tudo o que se faz com qualquer outra madeira podem ser feito também com o bambu, garante Paulo Cardoso.

Além disso, empresários e pesquisadores que trabalham com o bambu garantem que a matéria-prima como uma fonte sustentável para a indústria moveleira, porque, ressaltam a importância de conhecer a fundo as características do produto antes de começar a utilizá-lo. “Trabalhar com bambu sem conhecimento pode prejudicar o produto no sentido de mercado. A minha preocupação é que tudo o que é novidade no mercado acaba sendo vendido sem o devido conhecimento, colocando tudo a perder”, alerta Flavio Schuhmacher, diretor da Components Importação e Exportação de materiais para móveis, com sede em São Bento do Sul (SC).

Outro fator importante, de acordo com ele, é que o bambu é totalmente ecológico. “Você pode cortar 10% dele e ainda ficam 90%. Corta-se somente o que está maduro e assim não há desmatamento”, salienta.

Colchões

Devido à resistência do bambu contra insetos, bactérias e fungos, fabricantes de colchões e espumas também estão se beneficiando desta matéria-prima, utilizando tecidos com fibra natural de bambu em seus produtos. Em feiras como a Fenavem, realizada em agosto do ano passado, e Movelsul, em março deste ano, colchões que traziam o bambu em sua composição foram destaque entre os fabricantes deste segmento.

Exemplo está na Ecoflex, de São Bento do Sul (RS), que lançou uma linha de colchões com opção de revestimento no tecido Soft Bambu, composto por 75% de fibra natural de bambu. “Além de ser uma matéria-prima ecologicamente correta e trazer grandes benefícios a saúde, por ser antibactericida, mantém a temperatura do colchão agradável em qualquer época do ano”, afirma Livio Rueckl, gerente nacional de vendas da empresa. “Sem falar na relação custo-benefício, em que o preço final fica bem mais atrativo”.

Fonte: Móveis de Valor 30/07/2008



 http://www.remade.com.br> 30/07/2008



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